Dê-lhe atenção individualizada sempre que possível. Ele deverá saber que pode perguntar sobre o que não compreende.
• Estabeleça critérios para seus trabalhos, em termos concretos, para que ele possa entendê-los, sabendo que realizar um trabalho sem erros está fora de suas possibilidades.
• Avalie seus progressos em comparação com ele mesmo, com seu nível inicial, não com o nível inicial dos demais em suas áreas deficientes, ajude-o nas áreas em que ele precisa melhorar.
• Esteja certo de que ele entendeu as tarefas. Divida as lições em partes e verifique a cada etapa se ele realmente compreendeu. O disléxico não é INCAPAZ! Ele capta muito bem as instruções que lhe são dadas passo a passo.
• As informações novas devem ser repetidas mais de uma vez, devido ao seu problema de memória de curto prazo.
• Ele requer mais “prática” que um estudante sem dislexia.
• Ele necessita de ajuda para relacionar conceitos novos com conceitos anteriores.
• Dê-lhe mais tempo: para organizar seus pensamentos, para terminar o seu trabalho. Se não há limites de tempo ele estará menos nervoso e em melhores condições de mostrar o seu trabalho.
• Alguém pode ajudá-lo lendo-lhe o material de estudo e, em especial, as provas.
• Evite a correção sistemática de todos os erros em sua escrita.
• Se possível, faça exames orais, evitando as dificuldades que se sobrepõem de sua leitura, escrita e capacidade de organização.
• Deve-se levar em conta que o aluno disléxico levará mais tempo para fazer as suas tarefas de casa que os demais da classe. Cansa mais do que os outros. Procure dar-lhe um trabalho mais rápido que os demais. Não aumente suas frustrações.
• É FUNDAMENTAL FAZER OBSERVAÇÕES POSITIVAS SOBRE O SEU TRABALHO. ORIENTÁ-LO SOBRE O QUE ESTÁ AO SEU ALCANCE PODERÁ AJUDÁ-LO. ELOGIAR E ESTIMULAR SEMPRE QUE POSSÍVEL.
• É FUNDAMENTAL estar consciente quanto à sua necessidade de desenvolver sua auto-estima. Os professores deverão dar oportunidades para que o aluno se destaque positivamente em sua classe. Evite compará-lo a outros alunos em termos negativos. Não fazer jamais chacotas sobre suas dificuldades. Não fazê-lo ler em voz alta em público contra sua vontade. É uma boa medida encontrar algo em que a criança se sinta bem e estimular sua auto-estima mediante estímulo e êxito.
• Deve-se considerar, como dito antes, sua produção quanto às suas possibilidades, esforços e êxitos, em vez de avaliá-lo comparando-o aos demais da classe. É o sentimento de êxito que o leva ao sucesso. A frustração constante o conduz ao fracasso.
• Permita-lhe aprender com as maneiras que lhe são possíveis, com instrumentos alternativos à leitura e à escrita: dicionários, calculadoras, tabuadas, computador etc.
Silvia Garcia, Fonoaudióloga
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