Para pensar!


domingo, 17 de novembro de 2013

O que você precisa saber sobre Fala, Linguagem e Desenvolvimento

Comunicar-se Bem
 “Seu filho de 2 anos ainda não fala, só diz algumas palavras. Em comparação com seus amiguinhos, você acha que ele está atrasado. Esperando que ele se desenvolva, você adia a procura de um profissional especializado”.Esta cena é comum entre os pais de crianças que demoram para começar a falar. A menos que sejam observadas dificuldades em outras áreas do desenvolvimento, os pais às vezes hesitam para buscar ajuda.
         Crianças com a idade de 12 a 18 meses devem ser vistas por profissionais quando seus pais suspeitam de atraso nas habilidades de comunicação. Os pais devem também procurar ajuda se seu filho de qualquer idade não responde a sons. Uma avaliação precoce é importante, para evitar futuros problemas de linguagem.
        A fala se refere basicamente à forma de articular sons nas palavras. A linguagem significa expressar e receber informações de modo significativo. É compreender e ser compreendido através da comunicação. 
       Uma criança com problemas de linguagem pode estar apto a pronunciar bem as palavras, mas, ser incapaz de colocar mais de duas palavras juntas. Inversamente, a fala de uma outra criança pode ser difícil de ser compreendida, mas ela usa palavras e frases para expressar suas ideias. 
        Problemas com fala e linguagem diferem, mas frequentemente coincidem.

·                     Reage aos estímulos ambientais de forma reflexa
·                     Reage aos estímulos ambientais alterando o comportamento de forma significativa (sorriso e choro)
·                     Ri e murmura para pessoas conhecidas
·                     Reage às vozes altas, ou não amigáveis
·                     Volta-se e olha na direção dos novos sons
·                     Balbucia pedindo atenção
·                     Faz vocalizações generalizadas
·                     Observa sua mão
·                     Reage ao seu nome
·                     Com oito meses, a criança...
·                     Acaricia sua própria imagem refletida no espelho
·                     Produz quatro ou mais sons diferentes
·                     Usa freqüentemente as sílabas ba, da, ka
·                     Transfere objetos de uma mão para outra
·                     Vocaliza com variação de entonação frente aos diferentes estímulos
·                     Tenta imitar sons
·                     Com dez meses, a criança...
·                     Pode já dizer “mama” e “papa”
·                     Grita para chamar atenção
·                     Vocaliza enquanto manipula objetos
·                     Usa um jargão (balbucio que parece linguagem verdadeira)
·                     Brinca de “esconde-esconde”
·                     Fala uma sílaba ou uma seqüência de sons repetidamente
·                     Sorri e vocaliza ao ver sua imagem refletida no espelho.

Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de zero a 12 meses

·                     Reagindo aos sons que ela faz
·                     Falando com ela enquanto você estiver cuidando dela
·                     Lendo livros coloridos todos os dias
·                     Mantendo sua linguagem simples e concreta
·                     Recitando versinhos
·                     Mostrando interesse em todos os sons diferentes que ela ouve ( o gelo num copo, a campainha tocando, a chuva caindo)
·                     Ensinando os nomes das coisas do dia a dia e das pessoas familiares
·                     Levando a criança em diferentes lugares
·                     Brincando de jogos simples como “esconde-esconde”
·                     Tocando música para ela

Fala e Linguagem da criança de 12 a 18 meses

·                     Reconhece seu nome.
·                     Entende “não”.
·                     Compreende ordens simples.
·                     Imita palavras familiares.
·                     Acena com a mão (adeus)
·                     Fala 2 ou 3 palavras além de “mamãe” e “papai”
·                     Emite “sons” de coisas e animais familiares.
·                     Dá um brinquedo quando lhe pedem.
·                     Dá muitas gargalhadas.
·                     Ouve bem e discrimina vários sons.
·                     Reconhece a palavra como símbolo de um objeto: carro – aponta a garagem; gato - miau
·                     Mostra muito afeto, fazendo barulhos e batendo palmas com o carinho de seus pais.
·                     Entende verbos que representem ações concretas e relativos a suas próprias necessidades ( mais, quer, acabou, dá)
·                     Identifica 4 objetos familiares sob nomeação
Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 12 a 18 meses: 

·                     Lendo livros bem ilustrados e coloridos
·                     Incentivando-a brincar de jogos de imitação.
·                     Usando frases curtas
·                     Reforçando as palavras novas ditas por ela
·                     Fazendo atividades próprias para sua idade
·                     Conversando sobre o que vocês estão fazendo quando estiverem juntos

Fala e Linguagem da criança dos 18 aos 24 meses 

·                     Usa 10 a 20 palavras, incluindo nomes
·                     Escuta bem e discrimina vários sons
·                     Reconhece retratos de familiares e figuras de objetos conhecidos
·                     Combina duas palavras para demonstrar seus desejos, tal como "mais"
·                     Imita palavras e sons com maior precisão
·                     Aponta ou faz gestos para mostrar alguma coisa ou para expressar seus desejos
·                     Traz objetos familiares de um cômodo para outro quando solicitado
·                     Obedece ordens simples
·                     Imita trabalhos domésticos: esfregar um pano, colocar a mesa
·                     Nomeia 4 objetos rotineiros
·                     Pode cantarolar
·                     Identifica 3 partes do corpo, em si e no outro sob nomeação
·                     Realiza até 2 ordens simples
·                     Usa o próprio nome
·                     Responde sim e não
·                     Começa a fazer frases simples

Como você pode estimular a linguagem da criança de 18 a 24 meses:

·                     Contando histórias de livros
·                     Falando de modo, simples e claro
·                     Proporcionando experiências para estimular a fala e o desenvolvimento da linguagem: passeios, ida ao "shopping", ao play ou jardim de sua casa, pic nic, tarefas domésticas em conjunto
·                     Conversando sobre os lugares novos antes de ir, enquanto vocês estiverem lá, e quando      chegarem em casa
·                     Olhando-a nos olhos quando estiver falando com ela
·                     Imitando e identificando sons , tais como cachorro latindo, pássaros cantando, sirenes, portas rangendo, barulho de água
·                     Descrevendo o que a criança está fazendo, sentindo e ouvindo
·                     Fazendo com que estas experiências de falar e escutar sejam agradáveis, importantes e divertidas para a criança
·                     Elogiando a comunicação da criança

Fala e linguagem da criança de 2 anos 

·                     Usa o próprio nome
·                     Relaciona o que fala com situações concretas
·                     Nomeia mais ou menos 3 partes do corpo ou de uma boneca ou pessoa
·                     Fala sozinho enquanto brinca
·                     Combina 2 palavras para exprimir posse
·                     Mostra com os dedos a idade
·                     Identifica no mínimo 3 objetos pelo uso
·                     Reconhece: “grande", "pequeno”, “em cima de”, “embaixo de”, e “dentro”, sob nomeação
·                     Aponta gravura de objeto comum
·                     Compreende o “onde” respondendo adequadamente
·                     Combina verbo ou substantivo com “este” e “aqui”, falando 2 palavras
·                     Combina “é” em frases de 2 elementos
·                     Usa artigo na fala
·                     Aplica regra regular de gênero
·                     Possui vocabulário de 50 a 100 palavras
·                     Pode relacionar cores primárias e nomear uma cor

Como você pode estimular a linguagem da criança de 2 anos: 

·                     Deixando-a ouvir CD ou fitas infantis
·                     Elogiando sua comunicação
·                     Descrevendo as atividades que estão fazendo, acrescentando novas palavras
·                     Utilizando palavras novas em várias situações (ampliação de vocabulário)
·                     Proporcionando novas experiências: teatrinho, cinema, circo... e comentando sobre elas
·                     Lendo historinha.

Fala e linguagem da criança de 3 anos:

·                     Aponta 3 cores primárias quando nomeadas
·                     Começa a compreender frases relativas à direções, como: “coloque o cubo (debaixo, em frente, atrás) da cadeira. Porém é difícil entender: “ao lado”
·                     Executa uma série de 3 ordens relacionadas
·                     Conhece seu sobrenome e o seu sexo
·                     Pode falar sobre uma historinha ou relacionar uma ideia ou objeto
·                     Usa orações empregando 4 a 5 palavras
·                     Tem um vocabulário de quase 1000 palavras
·                     Repete sons, palavras, frases e orações
·                     Pode repetir 2 dígitos e 3 a 4 palavras
·                     Pode desenhar um círculo e uma linha vertical
·                     Pode cantar músicas
·                     É capaz de permanecer em uma atividade por 8 minutos
·                     Com frequência faz perguntas sobre um assunto: “Quê?”
·                     Usa formas possessivas, como: “meu”, “minha”, “teu”, “seu”, “de” junto ao nome (ex.: de minha mamãe)
·                     Usa formas verbais simples e complexas, tais como: “estou jogando”, “vou jogar”.
·                     Usa termos de negação tais como: “nada”, “nunca”, “ninguém”, “nem”
·                     Começa a usar orações compostas, unidas por: “e”, “que”, “onde”, “como”
·                     Expressa verbalmente fadiga (diz que está cansado)
·                     Combina substantivo mais adjetivo
·                     Usa: “eu”, “mim”, ao invés do próprio nome
·                     Memoriza pequenos versos e músicas

Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 3 anos:

·                     Introduzindo palavras novas no seu vocabulário, enquanto brinca com ela
·                     Ensinando-lhe relações entre palavras, objetos e ideias
·                     Ensinando à criança contar histórias, utilizando livros e desenhos
·                     Permitindo que jogue com outras crianças
·                     Lendo para ela histórias
·                     Prestando muita atenção quando ela fala, lembrando que se ela repetir palavras e sons é normal
·                     Fazendo jogos com rimas

Fala e Linguagem da criança de 4 anos

·                     Nomeia: pequeno, grande, em baixo, em cima, dentro, fora, pesado, leve, igual, diferente,      
·                     Descreve eventos e personagens de histórias conhecidas e relata 2 fatos em ordem de ocorrência
·                     Segue instruções ainda que não esteja em frente ao objeto
·                     Pode falar algo imaginário como “suponho que”, “ eu desejo”
·                     Faz perguntas usando: “Quem?”, “Por que?”, “Como?” e “Quando?”
·                     Utiliza orações complexas
·                     Utiliza tempo passado e plural
·                     Copia uma linha e um círculo
·                     Tem um vocabulário de quase 1500 palavras
·                     Mantém-se numa atividade por 11 ou 12 minutos.
·                     Repete 3 dígitos e sentenças de 5 a 6 palavras
·                     Executa uma série de 2 ordens simples não relacionadas
·                     Nomeia seus próprios desenhos
·                     Segue regras de convívio social
·                     Reconhece partes do corpo: cabeça, braços, pernas, pés, mãos, cabelo, bumbum, nariz,      orelha e boca
·                     Mantém atenção quando uma historinha é lida para ela
·                     Diz seu nome completo
·                     Responde perguntas de ordem temporal, referente a fatos concretos (dia – noite)
·                     Identifica objetos pelo uso
·                     Tem fala inteligível
·                     Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 4 anos:
·                     Ajudando-a a classificar objetos e coisas, explicando qual a razão de pertencerem a uma determinada categoria
·                     Conversando com ela sobre coisas que ela possa realizar
·                     Ensinando-a usar o telefone corretamente
·                     Permitindo que ajude a planejar atividades tais como Natal, aniversário...
·                     Dando à criança mais responsabilidade na vida diária
·                     Lendo histórias cada vez maiores
·                     Permitindo que crie e conte histórias
·                     Mostrando constantemente seu interesse no desenvolvimento de sua linguagem e pensamento

Fala e Linguagem da criança de 5 anos:

·                     Define os objetos pelo seu uso e pode dizer de que são feitos os objetos
·                     Conhece relações espaciais como "acima", "abaixo", "atrás", "perto" e "longe" 
·                     Sabe seu endereço
·                     Constrói orações utilizando de 5 a 6 palavras 
·                     Identifica dinheiro
·                     Possui um vocabulário de aproximadamente 2000 palavras
·                     Usa corretamente os sons da língua
·                     Conhece antônimos de palavras conhecidas
·                     Entende o significado das palavras igual e "diferente"
·                     Usa o condicional
·                     Conta dez objetos
·                     Acompanha a seqüência de uma estória
·                     Utiliza o tempo presente, passado e futuro dos verbos
·                     É capaz de permanecer em uma atividade durante mais de 15 minutos
·                     Pede informações
·                     Pede ajuda quando encontra dificuldade
·                     Usa todo tipo de orações, algumas das quais podem ser complexas, por exemplo: "antes de entrar em casa eu preciso tirar meus sapatos molhados"
·                     Usa corretamente os pronomes
·                     É capaz de fazer rimas
·                     Repete 4 dígitos
·                     Responde a pergunta "por quê" , dando uma explicação
·                     Nomeia cores além das primárias
·                     Reconhece uma gravura que não pertence a uma classe específica, por exemplo: o que não pertence a classe dos animais
·                     É capaz de apontar absurdos em uma figura
·                     Executa uma série de 3 ordens não relacionadas
·                     Articula corretamente todos os fonemas 

Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 5 anos:

·                     Incentivando-a a usar sua linguagem para expressar seus sentimentos, ideias, sonhos, desejos, e medos
·                     Permitindo que ela crie desenhos novos livremente com lápis, lápis cera, pilot e papel 
·                     Proporcionando oportunidades de aprender canções, rimas ou versos de memória 
·                     Lendo contos, histórias compridas
·                     Falando com a criança sobre temas variados sem utilizar termos e expressões infantis 
·                     Escutando e prestando atenção quando ela fala, levando em conta que a criança entende mais do que é capaz de verbalizar.

Fala e Linguagem da criança de 6 anos

·                     Usa a gramática adequadamente
·                     Compreende o significado das frases
·                     Nomeia os dias da semana em ordem e conta até 30
·                     Conta uma história de 4 a 5 fatos e começa a ter noção de causa/efeito
·                     Sabe o dia e mês de seu aniversário, seu sobrenome, endereço e telefone
·                     Distingue direita e esquerda
·                     Conhece a maioria das palavras opostas e o significado de: “através”, “até”, “em direção a”, “longe”, “desde”.
·                     Sabe o significado e usa corretamente as palavras: “hoje”, “ontem” e “amanhã”.
·                     Formula perguntas utilizando: “Como?”, “Que?”, “Por que?”.
·                     Pergunta o significado de palavras novas ou pouco familiares
·                     Relata experiências diárias

Como você pode estimular a fala e a linguagem da criança de 6 anos:

·                     Reservando um tempo de seu dia para conversar com ela
·                     Lendo histórias para ela e pedindo que ela reconte
·                     Ajudando-a a escrever seu próprio livro de histórias com desenhos e ilustrações
·                     Pedindo que represente diferentes personagens de histórias
·                     Propondo jogos que envolvam raciocínio
·                     Dando tarefas em que seja necessário seguir algumas instruções
·                     Deixando-a cozinhar, utilizando livros de receitas infantis, com passos e instruções simples.
·                     Assistindo com ela programas de televisão e vídeos, pedindo que conte sobre o que viu e o que mais gostou.
·                     Permitindo que participe de discussões familiares em que possa dar sua opinião
·                     Ajudando-a a conhecer e utilizar novas palavras e conceitos.
Estas informações podem ajudar a  Professora da Educação detectar possíveis problemas nas crianças.
Quer saber mais? Acesse: Curso sobre Educação Infantil.



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sábado, 16 de novembro de 2013

Trabalhe sem ter Problemas com sua Voz


ROUQUIDÃO PERSISTENTE NÃO É NORMAL.


Se um dos sintomas abaixo persistir por mais de 15 dias procure um especialista:

• Rouquidão persistente

• Cansaço e ou esforço para falar

• Necessidade de raspar a garganta constantemente

• Perceber a voz sumindo ou falhando

• Engasgar muito durante a alimentação

• Perda súbita da voz






CÂNCER de Laringe

• O Brasil é um dos países no mundo com maior ocorrência.

• Relacionado ao fumo e ao álcool.

• Rouquidão pode ser o 1º sintoma.

• Grandes possibilidades de CURA quando diagnosticado no início.

• Beba 2 litros de água por dia.

•  Evite o grito, pois este hábito machuca as pregas vocais.

•  Evite falar alto demais e sempre quando possível use o microfone, ou crie outros
recursos para amplificar a sua voz.

• Crianças podem ter problemas de voz.

•  Atenção Família! O exemplo de como usar bem a voz começa em casa. 

• Evite bebidas alcoólicas em excesso.

• O fumo é MUITO prejudicial para a sua voz e o Ministério da Saúde adverte:

Não existem níveis seguros para o consumo do cigarro.



Superação da Timidez

• Cuide das alergias respiratórias com a ajuda de um médico.

• Falar devagar e com boa dicção melhora a compreensão da mensagem e diminui
o esforço vocal.

• O estresse prejudica sua voz. Procure equilíbrio entre trabalho e lazer.

• Cuidado com a automedicação. Alguns remédios podem afetar negativamente
a sua voz.

•  Evite alimentação muito condimentada e frituras em excesso.

•  Professores, atores, telefonistas, atendentes, vendedores, advogados, cantores e tantos outros que usam a voz em sua profissão são considerados PROFISSIONAIS DA VOZ.   
Pelo uso constante da voz estes profissionais tem mais chances de apresentarem problemas de voz. 

Previna-se! Procure um fonoaudiólogo! Ele pode orientá-lo a como cuidar bem da sua voz!


Texto extraido: FOLDER SEMANA DA VOZ 2009 - 30x20cm.indd


A Voz é o Espelho da Alma.

Você já observou isto?

Ela tão importante e merece Atenção, como qualquer outra parte do corpo.











sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Você já ouviu Falar em Transtorno Bipolar do Humor?

Transtorno Bipolar


O transtorno bipolar do humor é uma patologia que apresenta episódios repetitivos ou alternados de Depressões e Euforias exacerbadas. 
Antigamente diagnosticados como psicose maníaco-depressiva (PMD) de forma errônea, porque este transtorno nem sempre apresenta sintomas psicóticos.

Inicialmente as crises podem ser espaçadas por anos.  Depois da primeira crise, pode levar anos (10 ou mesmo 15 anos) para se repetir, o que vem achar que está curado e descuidar do tratamento.

O indivíduo passa por períodos de depressão e euforia(mania) em pequenos espaço de tempo. 

“Mania” é excitação do humor, que pode ser notada através de Megalomanias, gastos excessivos, sonhos mirabulantes...
Como a segunda crise pode levar anos para aparecer o diagnóstico correto só pode ser feito depois de muitos anos, podendo retardar o tratamento e ser tratada erroneamente. 

Por se tratar de uma doença hereditária, facilita o diagnóstico de pessoas da mesma família que venham ser acometidos da mesma doença, pois poderá ser diagnosticada mais cedo.

O transtorno do humor bipolar de depressão e mania podem ter o seu curso interrompido pelo tratamento.

Formas diferentes do transtorno bipolar do humor:


Tipo I
  •    Presença de fases maníacas e depressivas graves.

Tipo II

  •   Presença de estados hipomaníacos (um pouco mais suaves que os estados maníacos).

Transtorno Bipolar Misto
  •  Presença de estados mistos, depressivos e eufóricos, que se alternam em poucos dias, ou até mesmo em poucas horas.

Transtornos Ciclotímicos
  •  Presença crônica e flutuante do humor, marcada por períodos maníacos e depressivos que, no entanto, não são suficientemente graves como os das verdadeiras depressão e mania.

"Depressão" é diferente das  reativas que se seguem a um episódio qualquer, possível perda ou decepção. 
Ela é mais profunda, não só por ser mais intensa, além do sentimento de tristeza, pode ser notada também no brilho dos olhos, no timbre da voz, na viçosidade da pele, na agilidade dos movimentos, nos ritmos fisiológicos (sono, apetite, peristaltismo, ciclo menstrual, etc.) e na velocidade da fala. 

Sinais e sintomas

Depressão:
  • tristeza, 
  • angústia, 
  • sensação de vazio, 
  • desânimo, 
  • irritabilidade, 
  • desespero, 
  • incapacidade de sentir prazer, 
  • cansaço, 
  • déficit de concentração, 
  • lentificação do raciocínio, 
  • memória ruim, 
  • falta de vontade, 
  • iniciativa e interesse; 
  • pensamentos negativos, 
  • pessimismo, 
  • ideias de culpa, 
  • fracasso, 
  • inutilidade, 
  • baixa auto-estima, 
  • ideias de suicídio (e verdadeiros suicídios), 
  • dores pelo corpo, 
  • Quando graves podem ocorrer alucinações e delírios.

Manias: 
  • exaltação do humor, 
  • alegria exagerada, 
  • irritabilidade, 
  • agitação, 
  • inquietação física e mental, tendência a começar muitas coisas e não conseguir terminar, 
  • pensamentos acelerados, 
  • atribuição a si mesmo de poderes de influência e grandeza, 
  • otimismo e autoconfiança excessivos, 
  • aumento exagerado e injustificado dos gastos, 
  • distraibilidade fácil, 
  • desinibição, 
  • comportamento inadequado e provocativo, 
  • agressividade física e verbal, 
  • erotização aumentada, 
  • redução da necessidade de sono, 
  • Quando graves podem ocorrer delírios e alucinações 

Nas pessoas predispostas, dificuldades financeiras, doença na família, perda de uma pessoa importante, uso de drogas, etc. podem contribuir para o desencadeamento tanto das depressões, quanto das manias.


Quando um dos pais apresenta transtorno bipolar, existe de 25 a 50% de chance de o filho também apresentar.


As causas específicas do transtorno bipolar do humor não são conhecidas, mas há uma constelação de fatores que interferem sobre ela:

  • Fatores biológicos: distúrbio dos neurotransmissores noradrenérgico, seratonérgico e dopaminérgico. Além destes, outros neurotransmissores e hormônios do eixo hipotálamo-pituitária-tireoide também participam.
  • Fatores genéticos: o transtorno bipolar do humor é uma das anormalidades psicológicas mais hereditárias.Entretanto, quanto maior a distância de parentesco, menor a possibilidade de ter um transtorno bipolar e vice-versa.
  • Fatores psicossociais:os acontecimentos vitais, tais como dificuldades financeiras, doença na família, perda de uma pessoa importante, uso de drogas, etc. podem contribuir para o desencadeamento da doença.

É importante ficar atento aos sinais e sintomas, isto pode estar acontecendo em sua família e o "doente" não estar sendo tratado como deve...

  • É considerado um mentiroso
  • Uma pessoa que faz tudo errado
  • Preguiçosa
  • Que tem falta de caráter e muito mais
É uma pessoa que se destaca por normalmente fazer as "coisas erradas"...
É tratada como criminoso e ele nem se dá conta do que acontece...


As informações acima são minhas, por estar convivendo com isto desde que me conheço por gente...
Meu pai não foi bem diagnosticado e hoje a família pode pelo menos tentar ajudar os mais novos...Mas que infelizmente nem sempre é possível!!!

Quanto a parte de tratamento ao falar de medicamentos busquei o texto em ABC.MED.BR, 2011. Transtorno bipolar do humor


Tratamento

Os quadros de transtorno bipolar do humor devem ser sempre acompanhados por um médico psiquiatra e ter apoio psicológico para os pacientes.

Os quadros agudos recomendam a interrupção imediata dos sintomas através dos psicofármacos e, muitas vezes, a internação hospitalar

A depressão aguda deve ser tratada com antidepressivos.
A mania pode ser controlada com carbonato de lítio, ácido valproico, carbamazepina, lomotrigina ou topiramato. 

O ETC (eletrochoque) é útil nos pacientes não responsivos à medicação e que apresentem alto risco de suicídio ou que, por qualquer razão, não possam receber a medicação. 
O uso dele ficou limitado com o surgimento dos psicofármacos, mas sabe-se que 80% dos pacientes mostram melhora substancial com ele.

A psicoterapia cognitiva pode contribuir para a adesão do tratamento, tornando-se um valioso complemento do tratamento farmacológico. Ademais, como o transtorno bipolar envolve também aspectos psicológicos e sociais, a psicoterapia pode ser benéfica.


O primeiro episódio maníaco habitualmente ocorre aos 20 anos, mas pode começar antes ou após os 40 anos de idade. A aderência ao tratamento é fundamental para o controle da enfermidade. 
Bastam alguns dias de interrupção da medicação ou diminuição para que o paciente apresente exacerbação de sintomas e novas de crises.

Uma relação médico-paciente que esclareça dúvidas, e o ato de solicitar ajuda durante as crises e discutir os fatores estressantes ajudam no melhor prognóstico. Hoje em dia há medicações que visam prevenir a ocorrência de novas crises ou torná-las mais brandas.







Silvia Garcia, Fonoaudióloga

domingo, 10 de novembro de 2013

Saber Dizer Não É Sinal de Amor


A prisão de não saber dizer Não

A dificuldade em dizer não é um padrão emocional muito comum, facilmente detectável em boa parte das pessoas. A maioria de nós, em maior ou menor grau, sente essa dificuldade. Vamos analisar um pouco como esse padrão se manifesta, o que pode estar por trás dele, bem como sugestões de como seria possível melhorar.
Em alguns casos é muito fácil detectar o padrão de não conseguir impor limites. Conseguimos percebe-lo em nós mesmos muitas vezes quando alguém nos pede algo (ou as vezes nos impõe), e, para não causar brigas, constrangimentos ou para evitar sermos rejeitados, fazemos algo que vai contra o nosso desejo interior.

Outras vezes a dificuldade de dizer não aparece disfarçadamente. Vou citar um exemplo. Algumas explosões de raiva são na verdade, uma manifestação das consequências desse padrão. Conheço uma pessoa que costuma aceitar tudo, vai engolindo,  aceitando, permitindo. O outro pede e ela faz e não reclama (pelo menos não reclama para a pessoa diretamente, comenta apenas com os outros). Todos a vêem como uma ótima pessoa, muito solícita. No entanto vai se acumulando uma insatisfação interior até que um belo dia surge uma grande reação de raiva. Nesse dia, ela consegue dizer não para a pessoa e aproveita a oportunidade para falar tudo que ficou engasgado de tudo que ela fez contra a sua vontade. O resultado disso é a perda das amizades, dificuldades nos relacionamentos de trabalho e em todas as áreas.
As pessoas que tem esse padrão costumam comentar coisas do tipo “fulano é muito cara de pau, teve a capacidade de pedir isso e aquilo, e não é a primeira vez”; “eu jamais teria coragem de pedir tal coisa pra alguém”. E no final perguntamos: e você atendeu ao pedido? E a reposta é sempre “ah sim, acabei fazendo, mas foi contra a minha vontade”. E o discurso segue  relatando o quanto esse pedido inapropriado lhe trouxe prejuízo material e quanto  tempo foi perdido.
É como se a pessoa dissesse interiormente “vou fazer o que estão me pedindo, mas de forma muito contrariada, vou reclamar bastante e ficar com muita raiva,  comentarei com todo mundo o quanto essa pessoa é cara de pau, quem sabe ela toma consciência e para de me pedir essas coisas, não é possível que isso continue, ela deveria saber o limite, deveria ter bom senso assim como eu tenho”. Obviamente, o comportamento do outro não vai muda por isso e a história irá se repetir.
Esse tipo de discurso  coloca a pessoa no lugar vítima: “os outros não me respeitam, a culpa não é minha, o mundo é que deveria mudar”. Um ganho secundário desse comportamento é o de ser visto como uma pessoa boa pelos outros: a explorada, a coitada, a vítima das maldades do mundo. Muita gente usa do vitimismo para obter aceitação e reconhecimento. No entanto isso funciona muito pouco, ou funciona apenas no começo. A tendência é que as pessoas comecem a perceber esse padrão e se afastem com o tempo, deixando a vítima cada vez mais isolada, o que a fará sentir ainda mais como uma vítima. Ela então precisará encontrar novos círculos para realizar o mesmo processo.
Muitas pessoas que agem dessa forma, inconscientemente começam a se isolar como forma de evitar relacionamentos e ter que fazer coisas contra a sua vontade. Viver a vida sem colocar limites acaba levando a tristeza, ansiedade e depressão.
Conforme citei no inicio do texto, a dificuldade de dizer não pode estar em vários níveis, variando de pessoa para pessoa. Tem esse tipo de caso que relatei onde a pessoa acumula raiva até explodir. Tem outros casos também de pessoas que dizem não na hora em que recebem um pedido que acham injusto, mas o fazem de forma raivosa ou agressiva. É a sua defesa para esconder a insegurança que carregam. O “não” poderia ser dito de forma firme e ao mesmo tempo educada, sem qualquer tipo de desconforto por alguém que fosse mais seguro.  Existe ainda aquele tipo que  parece que nunca  fica com raiva, nem mesmo com o acúmulo de situações. Prejudicam muito a sua própria vida.  É nessas pessoas que a  insatisfação provocada irá causar mais intensamente quadros de depressão e ansiedade.
Comecei a refletir sobre o seguinte. De vez em quando me pego  irritada quando alguém me solicita algo que não considero razoável, ou testemunho amigos comentando coisas que indicam sentimentos parecidos. Comecei então a desenvolver o seguinte pensamento: Qualquer um tem o direito de pedir o quiser, quando quiser, e eu tenho que estar preparado para isso aprendendo a negar e colocar os limites de forma firme e sem me alterar. Se eu fico com raiva ou irritado, sei que faz parte da minha insegurança e não adianta culpar a outra pessoa pois isso seria vitimismo.
Não saber colocar limites e dizer não é uma grande prisão porque ficamos dependendo do  comportamento do outro para ficar em paz. É uma insanidade ficar reclamando e dependendo do comportamentos dos outros.  E quantas pessoas vivem falando sobre o quanto o mundo é injusto e sem noção? O que causa o sofrimento não é o pedido absurdo da outra pessoa. Sofremos quando nós acatamos  contra a nossa vontade ou quando reagimos de forma irritada. Deixe o outro ser como quiser, e aprenda a dizer não quando achar que deve. Isso sim o deixará em paz.
Outra coisa comum é que a pessoa começa a prejudicar seus relacionamentos mais íntimos pois está sempre a disposição dos pedidos de outros mais distantes. Programas são desmarcados, mudanças de planos ocorrem de ultima hora... Logicamente isso causa desentendimentos familiares.
O  mais interessante é que essas pessoas  querem contar com compreensão da sua família; querem apoio para manter o seu comportamento subserviente com relação a terceiros. É como se dissessem “eu quero que você compreenda que  eu não consigo dizer não para outras pessoas, e já que temos mais intimidade e sei que você me ama, você entenderá melhor se eu cancelar ou alterar o nosso programa pra que eu possa atender a outra solicitação. 
Por favor, compreenda isso e não brigue comigo, pois eu não posso contar com essa compreensão do outro lado e você sabe que tenho medo da rejeição, de não ser aceito, de perder minha imagem de bonzinho...”. Os familiares ficam magoados, sentem como se todo mundo fosse mais importante e que a relação mais próxima não está sendo valorizada, por que é exatamente isso que está ocorrendo. Se aceitamos esse tipo de comportamento, estaremos formando uma aliança que dá suporte ao subserviente.
Por trás da dificuldade em dizer não podemos citar vários sentimentos negativos relativos a auto estima: medo da rejeição, medo de não ser aceito, necessidade em ser reconhecido e valorizado. Existe uma ilusão de que isso será benéfico e que a pessoa será bem vista.  Mas ocorre justamente o contrário. Quanto menos damos limites, mais as pessoas nos desvalorizam. 
Parafraseando Gaspareto, “o mundo lhe trata como você se trata”. É uma grande verdade. Quem vive nesse padrão dificilmente percebe isso e com o passar do tempo desenvolverá o discurso de que o mundo é um lugar cruel.  





quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Por que seu filho não vai Bem na Escola ?

Algo Que Todos  Precisam de Saber 


Uma forma simples e descomplicada, para OBSERVAR e entender   o que se passa com algumas pessoas.
Você apresenta ou apresentou ou conhece alguém que apresenta alguns desses sinais?





  • Atitudes: Dificuldades de Atenção e Concentração(¨Aéreo¨,disperso)
  • Desempenho: Baixo da Fala e Linguagem de acordo com idade cronológica(Dislalia)
  • Motricidade: Fina e Grossa Comprometidas (dificuldades em pegar lápis e exercícios físicos).
  • Escrita: Dificuldades no traçado-Macro ou micro grafia(¨Letra feia¨- Disgrafias).
  • Cópias, Escrita espontânea e Ditado: Dificuldade e/ou lentidão para executar
  • Leitura: Silabada, com apoio, interpretação (mais lento que demais crianças mesma idade) de fonemas e logatomas, textos.
  • Regras e limites: Não aceita - Reação (a criança que não aceita limites é propensa voltar às drogas e/ou delinqüencia).
  • Falha na Organização espaço-temporal (dificuldade de se localizar,localizar palavra em dicionário).Sequência lógica e produção, Dislalias, disgrafias
  • Lateralidade - mista ou indefinida
  • Rima e aliteração(não memoriza música nem letra, nem rítmo) Leitura.
  • Dificuldade com outro idioma.

Estas pessoas são rotulados de acordo com a personalidade:

- Extrovertido - Palhaço(agitado):brinca o tempo todo
- Sedutor(calmo): O queridinho dos professores.
- Introvertido - fica esquecido no canto (geralmente ninguém
não dá notícias dele).



Com certeza com 3 ou mais características, produzirá um Efeito Negativo, formando uma Baixa Auto Estima, comprometendo o Crescimento Pessoal, até levar ao Fracasso, consequentemente...









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